Violência Gratuita


Rock ON!

Hoje sofri uma agressão gratuita no estacionamento externo do Shopping D.

Estava descansando no meu carro, antes de encontrar com o grupo para uma reunião de um dos trabalhos da facul. Ouvi um barulho na lataria do carro e como estava meio dormindo, sentei no banco e me perguntei: o que foi isso?

Olhei para fora e vi um rapaz, de uns 30 anos, falando alguma coisa para mim. Abri os vidros e perguntei: o que houve?

Ele já estava bravo e disse q não tinha acontecido nada.

Aí eu disse pura e simplesmente: “Tá”…

Sim, meus amigos, eu disse só isso. Nada demais.

O sujeito começou um bate-boca comigo, onde infelizmente eu tentei dialogar com ele. Gravei o áudio. Aliás, não sei se vou divulgar, não sei se vale a pena o upload de algo tão imbecil assim.

Para resumir, ele surtou, arrancou o retrovisor do lado do passageiro do meu carro e fugiu. Claro que antes dele fugir, revidei na mesma moeda e possivelmente causei-lhe um prejuízo. Não me orgulho disso, mas foi o único jeito que tive para me defender.

Além dessa agressão ao meu patrimônio, ainda houve outra coisa, que achei a mais absurda: ele, na sua infinita idiotice, disse q eu deveria esperar ‘minha namorada’. Ora bolas, quer comentário mais sem nexo que esse? Primeiro, minha orientação sexual não diz respeito a terceiros. Se estou esperando alguém do mesmo sexo ou do oposto, o problema é meu. No caso, nem uma coisa, nem outra, estava apenas descansando no MEU carro.

Segundo, o jeito como ele falou, com certeza foi homofóbico e desnecessário. Ora bolas, o que esse sujeito tem a ver com a orientação sexual alheia? Pq isso o incomoda tanto? Não faz o menor sentido.

Vendo que isso não me atingia, pq não vejo como chamar alguém de lésbica ou gay pode ser considerado uma ofensa, visto que são apenas orientações sexuais, como ser bissexual ou hétero, que é minha orientação [contei só para vcs não ficarem curiosos a respeito. Não sei pq, as pessoas ultimamente sentem essa curiosidade sobre a vida alheia, como entender?].

Bom, ele não satisfeito, resolveu ofender minha mãe, mas isso sempre soube revidar bem. Sou como juiz de futebol, tenho minha mãe e a mãe virtual para ofenderem a vontade, então, também não deu certo.

Tento me chamar para fora do carro, para me bater. Sim, amigos leitores, ele queria bater em mim. Acho que agora cabe uma descrição do sujeito, que serve até como alerta para vocês:

Tem uma tatuagem, algo escrito, não deu para ver o que era, no braço esquerdo, letras caligráficas. Tem cerca de 1,80 de altura, corpulento, como quem faz academia, um cara forte mesmo. Afrodescendente, moreno ‘cor de chocolate’, cavanhaque, cabelo bem curto, bem vestido, com um carro bem cuidado, preto. Assim é o sujeito, então cuidado! Especialmente mulheres, idosos e pessoas fraquinhas, esse é o tipo de gente que ele vai escolher como vítima de sua loucura.

No final, ele decidiu sair com o carro e foi puxando meu retrovisor, pronto, dano patrimonial ele conseguiria me atingir. É, amigos, mas vou pagar uns 200 reais num retrovisor novo para um pálio.

Quando percebi esse tipo de agressão, aí, o sangue subiu e não me orgulho nem um pouco do que vou dizer, mas é preciso que toda a verdade seja dita: antes dele tentar fugir, eu peguei o retrovisor dele também e empurrei para quebrar. Acho que obtive sucesso e fracasso. Sucesso pq quebrei o retrovisor e possivelmente dei um prejuízo de uns 400 a 500 reais para ele. Fracasso pq machuquei a mão direita: polegar e o dedo médio. E agora tenho que conviver com esse fantasma.

Fantasma porque, segundo ele, é um PJ, Pessoa Jurídica. Imagino que estivesse prestando serviços no Shopping D e por isso as chances dele aparecer de novo são altas e vou tomar um prejuízo financeiro de pelo menos uns 100 reais na próxima semana para esconder o carro dentro do shopping, onde tem câmeras.

Depois que ele fugiu do local, tirei fotos de como ficou o retrovisor do carro. Liguei para minha mãe, pq nessas horas, só mãe mesmo para nos colocar nos eixos. Ela me aconselhou a guardar o carro lá dentro, assim o fiz.

Fui encontrar os meninos do grupo, mas acabei encontrando o Guilherme, meu sócio aqui no Rock Me ON, jantando no Shopping. Ele me acalmou e me aconselhou a fazer uma denúncia no SAC do Shopping.

Fiz a denúncia e em 7 dias terei uma resposta. Porque o fato aconteceu nas dependências externas do Shopping D e talvez, talvez eles consigam imagens do cara, para deixar os seguranças em alerta. Pq não vai passar disso, não tem nem como.

Na hora do nervosismo, não consegui pegar a placa do carro dele. Infelizmente.

Mas o que mais gostei em mim, foi que tentei dialogar ao máximo com ele. Acho que no ano passado, eu teria caído nas provocações, saído do carro, talvez apanhado feio, pq o cara era realmente grandalhão! Teria ofendido ele com nomes feios, enfim, teria feito alguma big ‘M’ do tipo, mas hoje não, só conversei e me ferrei, como podem ver, mas estou bem comigo mesma e isso não tem preço.

A minha noite com o grupo foi com a produtividade lá no chão, eu realmente estava preparada para adiantar bastante da documentação, mas fiquei com 20% da minha capacidade.

Estava agora tentando fazer outra parte,  mas este assunto estava me consumindo, então, agora que escrevi, acho que posso dormir, porque vou levar o carro na concessionária para arrumar, não posso ficar sem retrovisor do passageiro! E ficar com a mente livre para escrever a documentação necessária.

Depois vou editar isto com calma e colocar as fotos do carro avariado.

Eu não sei a violência que sofri, ou deveria dizer ‘as violências’? Foram consequência do clima ruim que está em SP, onde todos os dias estamos vendo atos assim na TV e as pessoas com ‘mente fraca’ se influenciam facilmente  saem repetindo o que veem; ou se a violência foi cometida por um cara já naturalmente violento, porque como me disse o Guilherme, não dá para chamar um sujeito assim de homem, apenas de ‘cara’.

Ou ainda, foi uma explosão do momento e eu, trouxa, estava por perto e fui atingida pelos estilhaços de ódio dele, pontuados por agressões sobre orientação sexual, ofensa à mãe, ao meu ‘namorado’ que eu supostamente estava esperando [pelo visto o cara depois de me chamar de lésbica, resolveu que eu era bissexual ou hétero, né? Enfim, como disse antes, não é ofensa, é apenas ilógico querer usar isso como ofensa.]. O que foi tudo isso? Ah, sei lá…

Quero agradecer a todos que me deram apoio esta noite, sem vcs não sei como seria. Realmente muito bom poder contar com cada um de vcs, alguns até de longe, querendo saber como eu estava ou se eu tinha me machucado, obrigada mesmo, vcs são ótimos e é bom compartilhar o mesmo século com todos!

Obrigada por lerem este meu pequeno desabafo e fica uma coisa para vocês pensarem:

“Será que essa violência toda que está acontecendo na cidade está deixando as pessoas malucas, valentes demais ou idiotas ?”

Comentem!

Divulguem, por favor, nunca peço isso, mas desta vez, eu peço mesmo que divulguem isso. Porque outras pessoas podem ser vítimas desse cara! Talvez até assassinadas por ele!

É isso, vou dormir agora, são 01:51.

Rock OFF!

About Priss Guerrero

Ilustradora e redatora do Rock Me ON. Aceito encomendas para ilustrações e tratamento de imagens. Contato: @prissguerrero1
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2 Responses to Violência Gratuita

  1. Está complicado, as pessoas estão à “flor da pele”. Espero que isso não se repita com outras pessoas na região, especialmente alunos do Instituto. Dorme tranquila, amanhã é outro dia. ;o)

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